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Capítulo 3 – Great Desert
Muitos verões se passaram, as
crianças cresceram e começaram a mostrar suas aptidões e habilidades. Pelo
menos alguns deles.
No reino de Aquanda, atual
centro comercial do mundo, a princesa d’água, Amanda Kal’Duran, treinava suas
performaces com a água.
_ Minha filha, você já está aí há
horas! Vá brincar um pouco!
_ Papai, uma princesa guerreira
não tem tempo para brincadeiras. Quero ser digna do título de Escolhida da
água, então tenho que treinar.
O homem careca e negro que a
tinha chamado de filha saiu do quarto sem reclamar. Ele era o governante de
Aquanda, Rodrigo Kal’Duran. Seus olhos azuis e frios fitavam a estátua do
Príncipe.
_ Quem é ele papai? – pergunta a
princesa aparecendo do nada.
_ É Roberto Kal’Duran, nosso
antepassado e o responsável pela evolução de nossa raça. Você deveria saber
disso minha querida, já tens nove anos.
_ Eu me foco mais nos treinos,
desde os três anos eu estou me preparando para poder levar a paz e aniquilar
todos os RAKSASA deste mundo. – disse Amanda com um sorriso, que serviu como
satisfação para o velho rei.
_ Amanda – o pai falou com
alegria em sua voz – só descanse um pouco, você ainda tem muito tempo para
matar RAKSASA’s. Amanhã começa seu treino com armas.
_ Que tipo de armas?
_ A que tiver mais afinidade.
Pode ser uma katana, um nunchaku ou até uma metralhadora. Hehe!
_ Metralhadora?! – ela sorriu de
felicidade ao ouvir esta palavra – Talvez alguns outros tipos de arma de fogo também
né papai?
_ Veremos, veremos. – o rei
respondeu com um olhar sincero e tranqüilo, algo que dificilmente se via com
aquele homem, e não se veria novamente.
土土土土土土土土土土土土土土土土土土土土
A milhares de quilômetros dali,
no reino tectônico de Pietra-Magnólia, um jovem loiro, magro e alto corria por
uma planície. Era um garoto esbelto, no entanto sua alta estatura o deixava com
um aspecto raquítico, e seus olhos longos e um pouco caídos, mostravam uma
arrogância inexistente. O garoto correu até uma cabana velha, bateu na porta e
logo um homem negro e forte o atendeu. O homem pergunta:
_ Pois não meu jovem! Quem é
você e o que o traz aqui?
_ Meu nome é Ratzu Chevalier, senhor!
Vim fazer essa entrega para o Col. Jesse Arbon, do 4º pelotão do exército de Pietra-Magnólia,
senhor! – o rapaz falava em tom alto e forte, como um recruta.
_ Entrega?! Mas onde está o seu
veículo de entregas? – perguntou o coronel, espantado.
_ Vim correndo, senhor! –
respondeu com um sorriso um pouco sem graça – Poucos quilômetros da capital até
aqui, senhor!
_ Pare de formalidades. Mas, do
que se trata a entrega, meu filho?
_ É um pacote, senhor! Algum
objeto ou coisa do tipo. No remetente está escrito: Carl Brushear, Great
Desert.
O homenzarrão estremeceu ao
ouvir estas últimas palavras e chamou o garoto para dentro da cabana velha.
O velho coronel estava um pouco
trêmulo, e até esqueceu-se do garoto loiro na sala. A tensão ao abrir o pacote
podia ser sentida por toda a casa. O porquê da súbita mudança de humor do
coronel ao apenas ouvir o remetente da entrega, era uma das três coisas que
passavam pela mente de Ratzu naquele momento. As outras duas eram: “Qual a
importância desse nome e desse Great Desert?”, algo que definitivamente ele
iria perguntar ao velho Jesse Arbon. A última era: “será que tem lasanha em casa?”.
Assim que o homem retirou o
conteúdo, ele se acalmou um pouco. Ratzu se aproximou dele e ao ver o objeto e
perguntou:
_ Uma pedra?! O que isso tem a
ver com o Great Desert?
_ É uma pedra muito rara hoje em
dia, preciosa. Já era rara há centenas de anos. Jade!
_ Jade?! Egípcia?
_ Como eu vou saber?! – retruca
o velho.
_ Sei lá! AHH! Mas o que é esse
Great Desert?
O homem o olhou, e após alguns
segundos fitando os olhos castanhos do loiro, solta as seguintes palavras: “Centro
do Mundo”.
_ O quê? Centro do mundo?
_ Sim, o centro desse planeta,
localizado no continente das Terras Nômades. E antes que você pergunte, é lá
que está o palácio dos anciãos elementais. – o tom de sua voz já voltava ao
normal.
_ E quem seriam esses? – indaga
Ratzu, levantando a mão.
_ Os primeiro elementais,
primeiros a controlar os elementos por completo – destacou com orgulho em sua
voz.
A
admiração nos olhos do garoto era tanta, que até se esqueceu de outro envelope
destinado ao coronel. Ao sair da cabana, Ratzu saiu correndo pela planície,
pensando: “Great Desert, deve ser legal lá!”. Mal sabia ele que o destino já
programara a viagem de ida para as Terras Nômades. Ratzu Chevalier, o escolhido
da terra, logo, entraria para o cenário mundial.
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