terça-feira, 3 de abril de 2012


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Capítulo 3 – Great Desert

Muitos verões se passaram, as crianças cresceram e começaram a mostrar suas aptidões e habilidades. Pelo menos alguns deles.
No reino de Aquanda, atual centro comercial do mundo, a princesa d’água, Amanda Kal’Duran, treinava suas performaces com a água.
_ Minha filha, você já está aí há horas! Vá brincar um pouco!
_ Papai, uma princesa guerreira não tem tempo para brincadeiras. Quero ser digna do título de Escolhida da água, então tenho que treinar.
O homem careca e negro que a tinha chamado de filha saiu do quarto sem reclamar. Ele era o governante de Aquanda, Rodrigo Kal’Duran. Seus olhos azuis e frios fitavam a estátua do Príncipe.
_ Quem é ele papai? – pergunta a princesa aparecendo do nada.
_ É Roberto Kal’Duran, nosso antepassado e o responsável pela evolução de nossa raça. Você deveria saber disso minha querida, já tens nove anos.
_ Eu me foco mais nos treinos, desde os três anos eu estou me preparando para poder levar a paz e aniquilar todos os RAKSASA deste mundo. – disse Amanda com um sorriso, que serviu como satisfação para o velho rei.
_ Amanda – o pai falou com alegria em sua voz – só descanse um pouco, você ainda tem muito tempo para matar RAKSASA’s. Amanhã começa seu treino com armas.
_ Que tipo de armas?
_ A que tiver mais afinidade. Pode ser uma katana, um nunchaku ou até uma metralhadora. Hehe!
_ Metralhadora?! – ela sorriu de felicidade ao ouvir esta palavra – Talvez alguns outros tipos de arma de fogo também né papai?
_ Veremos, veremos. – o rei respondeu com um olhar sincero e tranqüilo, algo que dificilmente se via com aquele homem, e não se veria novamente.

土土土土土土土土土土土土土土土土土土土土


A milhares de quilômetros dali, no reino tectônico de Pietra-Magnólia, um jovem loiro, magro e alto corria por uma planície. Era um garoto esbelto, no entanto sua alta estatura o deixava com um aspecto raquítico, e seus olhos longos e um pouco caídos, mostravam uma arrogância inexistente. O garoto correu até uma cabana velha, bateu na porta e logo um homem negro e forte o atendeu. O homem pergunta:
_ Pois não meu jovem! Quem é você e o que o traz aqui?
_ Meu nome é Ratzu Chevalier, senhor! Vim fazer essa entrega para o Col. Jesse Arbon, do 4º pelotão do exército de Pietra-Magnólia, senhor! – o rapaz falava em tom alto e forte, como um recruta.
_ Entrega?! Mas onde está o seu veículo de entregas? – perguntou o coronel, espantado.
_ Vim correndo, senhor! – respondeu com um sorriso um pouco sem graça – Poucos quilômetros da capital até aqui, senhor!
_ Pare de formalidades. Mas, do que se trata a entrega, meu filho?
_ É um pacote, senhor! Algum objeto ou coisa do tipo. No remetente está escrito: Carl Brushear, Great Desert.
O homenzarrão estremeceu ao ouvir estas últimas palavras e chamou o garoto para dentro da cabana velha.
O velho coronel estava um pouco trêmulo, e até esqueceu-se do garoto loiro na sala. A tensão ao abrir o pacote podia ser sentida por toda a casa. O porquê da súbita mudança de humor do coronel ao apenas ouvir o remetente da entrega, era uma das três coisas que passavam pela mente de Ratzu naquele momento. As outras duas eram: “Qual a importância desse nome e desse Great Desert?”, algo que definitivamente ele iria perguntar ao velho Jesse Arbon. A última era: “será que tem lasanha em casa?”.
Assim que o homem retirou o conteúdo, ele se acalmou um pouco. Ratzu se aproximou dele e ao ver o objeto e perguntou:
_ Uma pedra?! O que isso tem a ver com o Great Desert?
_ É uma pedra muito rara hoje em dia, preciosa. Já era rara há centenas de anos. Jade!
_ Jade?! Egípcia?
_ Como eu vou saber?! – retruca o velho.
_ Sei lá! AHH! Mas o que é esse Great Desert?
O homem o olhou, e após alguns segundos fitando os olhos castanhos do loiro, solta as seguintes palavras: “Centro do Mundo”.
_ O quê? Centro do mundo?
_ Sim, o centro desse planeta, localizado no continente das Terras Nômades. E antes que você pergunte, é lá que está o palácio dos anciãos elementais. – o tom de sua voz já voltava ao normal.
_ E quem seriam esses? – indaga Ratzu, levantando a mão.
_ Os primeiro elementais, primeiros a controlar os elementos por completo – destacou com orgulho em sua voz.
A admiração nos olhos do garoto era tanta, que até se esqueceu de outro envelope destinado ao coronel. Ao sair da cabana, Ratzu saiu correndo pela planície, pensando: “Great Desert, deve ser legal lá!”. Mal sabia ele que o destino já programara a viagem de ida para as Terras Nômades. Ratzu Chevalier, o escolhido da terra, logo, entraria para o cenário mundial.

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